Cibersegurança nas empresas e o risco de parar o negócio
A transformação digital trouxe novas oportunidades para as empresas, mas também criou novas formas de exposição ao risco. Hoje, praticamente todas as organizações dependem de sistemas informáticos, plataformas digitais, dados e serviços tecnológicos para desenvolver a sua atividade. E basta uma falha ou um ataque para que uma empresa possa ficar parcial ou totalmente impedida de trabalhar.
O risco cibernético deixou, por isso, de ser uma preocupação exclusiva dos departamentos de informática. É um risco empresarial, com potencial para afetar a atividade, a tesouraria, os clientes, a reputação e a própria continuidade do negócio.
A realidade é reconhecida pelo próprio setor segurador. No mais recente Painel de Riscos, publicado pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) em julho de 2026, os riscos cibernéticos e de digitalização são classificados como elevados e com perspetiva de agravamento, num contexto marcado pela rápida evolução das tecnologias digitais e da Inteligência Artificial.
Um ataque informático pode parar uma empresa
Imagine uma empresa que, de um momento para o outro, deixa de conseguir aceder aos seus sistemas, aos dados dos clientes ou às plataformas de faturação e pagamento. As encomendas não podem ser processadas, os serviços ficam condicionados e os colaboradores deixam de conseguir desempenhar as suas funções normalmente.
É este o verdadeiro impacto de um ciberataque: o problema tecnológico transforma-se rapidamente num problema financeiro e operacional.
Entre os riscos mais frequentes encontram-se o ransomware, o roubo de credenciais, a fraude informática, a fuga de informação e os ataques que provocam a indisponibilidade dos sistemas. O ransomware, em particular, pode bloquear ou cifrar dados e tornar os sistemas inoperacionais.
E quanto mais dependente da tecnologia estiver uma empresa, maior pode ser o impacto de uma interrupção.
A prevenção é indispensável, mas pode não ser suficiente
Firewalls, cópias de segurança, autenticação multifator, atualização de sistemas, formação dos colaboradores e políticas internas de segurança são fundamentais para reduzir a exposição aos ciberataques.
Mas nenhuma organização está completamente imune.
A gestão do risco deve, por isso, considerar também o que acontece depois de um incidente. Quanto custa recuperar os sistemas? Quem apoia a empresa na investigação do ataque? Como são geridos os dados comprometidos? Como responder aos clientes? E como suportar os custos decorrentes da interrupção da atividade?
É neste ponto que o Seguro de Ciber-riscos pode assumir um papel importante.

O papel do Seguro de Ciber-riscos
Um seguro de ciber-riscos pode proporcionar proteção financeira e acesso a serviços especializados na resposta a um incidente, de acordo com as coberturas contratadas.
Dependendo da solução, pode incluir proteção para custos relacionados com a investigação e recuperação do incidente, restauração de dados e sistemas, gestão de crise, responsabilidade perante terceiros e prejuízos resultantes da interrupção da atividade.
Não se trata, naturalmente, de substituir o investimento em cibersegurança. O seguro complementa a prevenção, ajudando a empresa a responder quando as medidas de proteção não foram suficientes.
A própria ASF tem vindo a reforçar a importância da gestão dos riscos relacionados com as tecnologias de informação e a acompanhar especificamente os riscos cibernéticos no setor segurador. Em junho de 2026, a ASF introduziu uma classe de risco específica para os riscos cibernéticos e de digitalização no seu reporte RiskOutlook, refletindo a crescente importância desta matéria.
Proteger dados é também proteger a confiança
Um ciberataque não afeta apenas computadores e servidores. Pode comprometer informação de clientes, fornecedores e colaboradores e colocar em causa a confiança construída ao longo de anos.
Para uma empresa, recuperar de um incidente significa, por isso, muito mais do que voltar a ligar os sistemas. É necessário recuperar a operação, responder às partes afetadas, cumprir as obrigações aplicáveis e preservar a reputação.
Num contexto empresarial em que os dados são um dos ativos mais importantes, proteger a informação é proteger o próprio negócio.
O risco cibernético deve fazer parte da estratégia empresarial
Tal como uma empresa avalia os riscos de incêndio, tempestade, responsabilidade civil ou interrupção da atividade, deve também avaliar a sua exposição aos riscos digitais.
O objetivo não é prever qual será o próximo ataque, mas garantir que a organização está preparada para responder caso aconteça.
A pergunta que cada empresa deve fazer é simples:
Se amanhã os meus sistemas deixarem de funcionar, durante quanto tempo consigo manter a minha atividade?
A resposta pode revelar vulnerabilidades que não são visíveis no dia a dia.
Na SVS, acreditamos que uma boa gestão de risco começa pela prevenção, mas deve incluir também um plano de resposta. Analisar a exposição aos riscos cibernéticos e avaliar uma solução de Seguro de Ciber-riscos pode ser um passo importante para proteger a continuidade, os dados e a sustentabilidade da empresa.
Fale com a SVS e avalie se a sua empresa está realmente preparada para o próximo risco digital.
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